quarta-feira, 27 de junho de 2012

Prurido generalizado

Fevereiro de 2009

Uma noite acordei com comichão nos braços. Cocei e voltei-me para o lado para voltar a dormir. Continuei a ter comichão. Cocei de novo e voltei a coçar. Senti comichão nas pernas e cocei. Como a comichão não passava decidi acender a luz para ver o que era.

Descobri que tinha os braços e as pernas todas em erupção, vermelhas de alergia. Aguentei até às 5h da manhã e desseperado por não suportar mais decidi ir às urgências do Hospital da Amadora.

Não havia dermatologista neste hospital. Mandaram-me ir ao hospital de São José, onde também não havia dermatogista. Porquê? Porque era domingo.

Receitaram-me Atarax (ansiolítico, sedativo e hipnótico) para aliviar a comichão. Mandaram-me ir na manhã seguinte a uma consulta de dermatologia no Hospital Santo António dos Capuchos.

Na farmácia perguntaram-me se estava a conduzir. Respondi que sim. Disseram-me para só tomar o medicamento quando chegasse a casa. Assim fiz.

Após ter tomado o medicamento sentei-me no sofá a ver televisão. Claro que a comichão passou. Acordei passado nove horas.

No outro dia, na consulta de dermatologia receitaram-me:

          - Xeramance sem perfume
          - Elocom (a pomada do início em São Ciro)
          - Actavis
          - Medrol (este com um tratamento calendarizado com desmame)

Entretanto nesta altura já tinha as unhas das mãos e dos pés cheias de fungos entre a unha e o seu leito e com pontos ou manchas tipo picada de agulha que depois iam aumentando até estragar a unha. Fizeram testes para descobrir se tinha algum fungo mas os testes não acusaram nada.

A anunciada caspa da psoríase

Dezembro de 2008

Tal como a médica de São Ciro previra, a anunciada caspa apareceu.
E apareceu porquê?
Hoje suspeito que foi devido aos costicosteróides que me injectaram no pé e na mão.

Comecei a ter bastante caspa que decidi ir a uma consulta de dermatologia no Hospital Santo António dos Capuchos. Diagnosticaram uma dermatite seborreica (mentira).

Receitaram-me champôs Etrivex, Sebiprox e creme barreira D'Aveia.

Fui-me entretendo a usar novos produtos de higiene.

As primeiras dores

Outubro de 2008

Comecei a ter dores fortes na mão direita, por cima do polegar e também na planta do pé esquerdo.

Fui ao Centro de Saúde da Buraca. Quando entrei, antes de ter dito algo, a médica perguntou-me se eu ia lá para pedir baixa. Respondi que não e ela disse-me:

       - Estou farta desta merda, as pessoas vêm para aqui com um ar saudável a fingir que estão doentes.

Passei-me e deu-lhe um sermão: - Dra. eu estou aqui porque estou com dores fortes e agradeço que seja educada. A Sra. está aqui a ganhar dos impostos que todos nós, contribuintes, pagamos e portanto no mínino tem de ter respeito pelos doentes. Se está farta disto então meta baixa a Sra. que é uma atitude mais respeitável.

Entretanto depois de apresentar as queixas das minhas dores, ela mandou-me fazer análises e fazer radiografias às mãos e aos pés.

Passado um mês a aguentar as dores fui lá mostrar os exames pedidos e ela disse-me:

        - O Sr. não tem nada!

Tive que insistir que alguma coisa se passava para ter dores para ela me receitar um anti-inflatório, neste caso o Celebrex. Tomei conforme a prescrição aconselhada mas as dores diminuiram pouco.

Aproveitou também para me mandar fazer análise ao Factor Reumatóide, pois tinha-se esquecido. O resultado indicou o valor de 9,3 (valor de referencia até 14,5).

Adicionalmente passou-me uma referenciação para ir ao Instituto Português de Reumatologia.

Alguns dias depois, uma amiga que trabalha no Hospital de São José, no serviço de Medicina Interna, disse-me que me ia arranjar uma consulta para resolver o problema.

Fui a este serviço duas vezes, deram-me duas injecções (infiltracções de costicosteróides) na mão e no pé. A dor desapareceu e nunca mais voltou, facto que me levou a desistir de ir ao Instituto Português de Reumatologia.

Os primeiros sintomas

Junho de 2007

Um dia enquanto estava na casa de banho descobri que tinha uma pequena mancha rosácea na glande do pénis. Estranho! Pensei que fosse um fungo qualquer e então apliquei uma pomada fungicida com a convicção de que iria passar.

Mas não passou e decidir ir ao médico.
O médico desconfiou erradamente que eu me tivesse metido por caminhos tortuosos e mandou-me fazer exames a São Ciro na Lapa.

Os exames serológicos deram todos negativo tal como eu esperava.
Fui então consultado por uma médica que me receitou a pomada Elocom, à base de cortisona.
Apliquei a pomada segunda as indicações e a mancha desapareceu.

Passados dois meses a mancha voltou a aparecer. Voltei a aplicar a pomada mas a mancha estava difícil de desaparecer. Decidi voltar à médica em São Ciro, com a qual tive o seguinte diálogo:

        - O Sr. sabe o que é um ataque de caspa?
        - Sim, já ouvi falar - respondi eu.
        - É o que o Sr. vai ter se não mudar de vida. Esse stress em que o Sr. vive vai dar cabo de si.
        - Então?
        - Então, daqui a um tempo vai começar a ter caspa com fartura.
        - E que faço? - perguntei eu.
        - Agora não há mais nada a fazer. Aplique a pomada e mude de vida.

Tinha na altura uma loja com duas empregadas, tinha o negócio da ASCMI e dava aulas de marketing e publicidade no IADE. Andava sempre a correr dum lado para o outro.

Apliquei a pomada e mantive o ritmo.